As vezes eu me sento na frente de casa, e olho a paisagem. Olho as pessoas, olho as crianças, os senhores, as senhoras, os jovens, os adultos, as grávidas, os cachorros, os gatos, os distraídos, os confusos. Alguns passam chorando, mas não por fora por dentro. Com os olhos confusos, a alma pesada, e quase desistindo da vida. Alguns passam sorrindo, as vezes com as namoradas ou namorados, as crianças, sempre com seu dom de alegrar o lugar. Elas parecem realmente anjos, pequenos feixes de luz, que andam por ai, calmamente. Os senhores e senhoras que passam, já levam consigo sua história, suas batalhas, seus sonhos e seus destinos, que em breve se selaram. As grávidas, andam calmamente, acariciando normalmente suas barrigas, e sonhando com a feição de seu filho ou filha, sonhando com o que vai acontecer com ele, seus primeiros passos, suas primeiras palavras, seus primeiros sorrisos, seus primeiros obstáculos. Então eu fico cada vez mais confusa com o homem. Como pessoas que são tão iguais serem tão diferentes e seguirem padrões de vida, e terem sonhos tão diferentes? E no final eu descubro que só os que se se adaptam a minha teoria são os cachorros e os gatos sempre tão amáveis. Porque afinal, todos temos sonhos, e destinos diferentes... não é?

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