segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Aceitar.



Estranho como tudo o que amamos vai embora, e nos deixa, sem nada. Você, se foi cedo de mais, rápido de mais, e sofreu de mais. Você era como uma mãe para mim, era tudo, mas se foi. Lembra o que você me dizia sobre sonhos? Foi por sua causa que hoje, acredito tão ferozmente neles. Você me dizia que uma mulher sem sonhos, não era uma mulher completa. Foi você que me ensinou a costurar, a fazer penteados nas minhas bonecas, a ver um futuro melhor, a ser uma pessoa melhor. Aprendi com você a ser guerreira, a enfrentar tudo de frente, sem medo, como você sempre fazia. Não é fácil aceitar que você se foi, para sempre. Que nunca mais te verei, ou poderei abraçar você, não poderei mais ouvir você falar... Ah se eu soubesse que aquela seria a ultima vez que a veria em casa, que a veria sorrindo para mim, como sempre fazia. Você me prometeu que não iria tão cedo embora, disse que ficaria para me ver com 15 anos, para ver os seus bisnetos, e tataranetos. Mas, acho que não foi possível não é?  Você não pode cumprir a sua promessa mas tudo bem, eu não me importo. As pessoas dizem que foi o melhor, que agora você está, mas eu queria você aqui, cantado para mim dormir, contando histórias, mostrando fotos... É  a saudades estão quase insuportaveis. A vontade de te encontrar estão incontroláveis. Acho que nunca senti tamanha dor na minha vida, e mesmo que eu tenha me conformado com sua partida, quando chegar essa data, tudo volta, me sufocando, me deixando presa as coisas do passado. Não sei quando vou te ver de novo, mas queria que você soubesse que espero, ansiosamente, para te ver de novo, e poder te dizer o que eu raras vezes te disse: Eu te amo.

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